Quem cuida ganha destaque no novo Estatuto dos Direitos do Paciente

Federação Brasileira das Associações de Alzheimer

por Lina Menezes

O novo Estatuto dos Direitos do Paciente (2026) traz um avanço importante ao reconhecer, de forma mais explícita, o papel de quem cuida como parte essencial do cuidado — e não apenas como um “acompanhante”.

 

No contexto do Alzheimer, isso faz toda a diferença. A pessoa cuidadora passa a ser considerada uma aliada no processo de cuidado, com direito a receber informações claras, orientações adequadas e participação nas decisões, sempre respeitando a vontade e a autonomia da pessoa cuidada.

 

Na prática, o Estatuto reforça que os serviços de saúde devem incluir quem cuida na comunicação e no planejamento do cuidado. Isso significa explicar condutas, orientar sobre manejo no dia a dia, esclarecer riscos e preparar essa pessoa para situações que vão além do ambiente clínico. Para quem vive a rotina do Alzheimer, essa integração não é luxo — é condição para um cuidado mais seguro, mais contínuo e mais humano.

 

Ao mesmo tempo, o Estatuto ajuda a dar visibilidade a uma realidade muitas vezes invisível: a sobrecarga do(a) cuidador(a). Embora não resolva todas as lacunas de suporte, ele abre espaço para uma mudança de cultura — reconhecer, orientar e apoiar quem cuida também é parte do cuidado. E isso impacta diretamente a qualidade de vida de todos os envolvidos.

Lina Menezes

Diretora do Tudo Sobre Alzheimer (tudo sobre alzheimer )

Diretora da Faz Muito Bem – Saúde e Longevidade

Co-autora dos Livros Direitos e Alzheimer e Gente Envelhescente: Inspirações.