Por Lindsey Nakakogue
Quando pensamos em vacina, geralmente associamos à prevenção de doenças como gripe, pneumonia ou suas formas mais graves. No entanto, pouco se fala sobre outros benefícios importantes da vacinação, como a redução do risco cardiovascular — incluindo eventos como AVC e infarto do miocárdio.
Além disso, há um interesse crescente na associação entre vacinação e redução do risco de demência. Estudos têm demonstrado que pessoas vacinadas apresentam menor risco de desenvolver demência após os 50 anos. Ainda não está completamente esclarecido se infecções virais — como influenza, herpes-zóster ou COVID-19 — estão diretamente relacionadas ao desenvolvimento da doença de Alzheimer. Por outro lado, já sabemos que indivíduos que se vacinam tendem, em geral, a adotar melhores cuidados com a saúde.
Outro ponto pouco discutido é que, em pessoas com demência — seja doença de Alzheimer ou outras causas — episódios infecciosos podem levar à piora da cognição e da funcionalidade. Além disso, a pneumonia, de origem viral ou bacteriana, é uma das principais causas de óbito nesses pacientes.
Dessa forma, a vacinação deve ser compreendida não apenas como uma estratégia de prevenção de infecções, mas também como uma medida que pode contribuir para a manutenção da qualidade de vida e, possivelmente, para a desaceleração do declínio cognitivo.
Portanto, mantenha seu calendário vacinal atualizado. Consulte o calendário vacinal adequado para a sua idade em: link
Em caso de dúvidas, converse com seu médico.
Lindsey Nakakogue
Diretora Científica da Febraz, médica formada pela Universidade Estadual de Londrina com residência em Clínica Médica na Unicamp e especialização em Geriatria na USP-SP. Professora de Medicina na PUC Londrina, com Mestrado pela PUC-PR e Doutorado em Saúde Coletiva pela UEL.
